1/12/2005 Faltando 17 dias para as eleições no Iraque, o premiê Ayad Allawi avisa que algumas áreas do país estão perigosas demais para votar. Algumas... Deu hoje na Folha de São Paulo: Insurgência ameaça eleição, admite premiê O primeiro-ministro iraquiano, Ayad Allawi, disse ontem que algumas regiões de seu país serão "provavelmente" muito inseguras para que possam participar da eleição do próximo dia 30. Partidário do cumprimento do calendário eleitoral fixado com o governo americano, Allawi tinha até agora evitado pronunciamentos pessimistas. Ele ontem declarou que "forças hostis estão tentando obstruir as eleições, ferir seu andamento e impedir que ela tenha ampla participação". Afirmou existirem "bolsões" que não terão condições de votar, mas disse esperar que essas áreas sejam limitadas. Na última sexta-feira o presidente George W. Bush dissera que quatro das 18 Províncias iraquianas registravam problemas de insegurança que poderiam prejudicar a votação. Essas Províncias, predominantemente sunitas, representam 11 milhões dos 25 milhões de habitantes do país. Allawi não citou números. Ele também é candidato e está em campanha. Um de seus slogans é "Segurança em primeiro lugar". Disse que seu governo reservou US$ 2,2 bilhões para expandir o Exército de 100 mil para 150 mil homens, dotando-o de novas armas. Mas tal ampliação é projeto de médio prazo. Numa das Províncias problemáticas, Anbar, os membros da comissão eleitoral estão trabalhando de modo clandestino para não serem identificados pela insurgência, que pretende assassiná-los, disse à France Presse um dos integrantes da instituição. Allawi disse ontem estar mantendo contatos com líderes tribais e religiosos para que eles exortem suas comunidades a votar. Um primeiro encontro foi mantido no sábado com lideranças sunitas, que retiraram seus candidatos sob o argumento de que não há condições de segurança. O ministro das Relações Exteriores, Hoshyar Zebari, disse que na próxima semana serão refeitos contatos com os sunitas que rejeitam participar da votação. O governo interino do Iraque está sob pressão para não permitir a exclusão dos sunitas. Um governo predominantemente xiita provocaria desconforto na região, onde essa ramificação do islamismo, com as exceções do Irã e do Bahrein, é minoritária. Ainda ontem, o embaixador dos Estados Unidos no Vaticano, Jim Nicholson, disse à Associated Press que João Paulo 2º deseja que os americanos permaneçam no Iraque e completem a pacificação do país, apesar da oposição que ele demonstrara em 2003 à invasão americana. Nicholson procurou desfazer o mal-estar gerado na véspera por entrevista do cardeal aposentado Pio Laghi. Este disse, com palavras mais amenas, que Bush mentiu a João Paulo 2º, ao dizer que a guerra seria rápida e positiva para os iraquianos. Por Giovana Sanchez (Ficarei responsável pela atualização do blog até a volta do Bruno, que está no Uruguai. Dúvidas ou comentários: gioveva@uol.com.br) .::por Bruno Moreschi::. Bruno Moreschi :: 1:40 PM :: Comment