1/23/2005 .::Soy Nico, me quedé sólo::. A imagem de um menino de quatro anos está estampada em vários outdoors de Buenos Aires. Nico sumiu depois do incêndio da discoteca República Cromañon. Polícia, meios de comunicação, ONGs e grande parte da sociedade tentam recuperar um dos poucos vestígios vivos de uma tragédia que chocou a capital argentina e o mundo. Na foto, a avó mostra a foto de Nico. El País: (21/01/05) Argentina procura menino sumido em incêndio Certa manhã de dezembro, Romina Flores, 23 anos, do bairro de Florencio Varela, na periferia de Buenos Aires, convenceu uma amiga a ganhar uns trocados extras naquela noite limpando os banheiros da discoteca República Cromañón durante o concerto de um conhecido grupo de rock. Podia levar seu filho, Nico, 4 anos, que ficaria num dos banheiros, onde seria improvisada uma creche. Romina morreu no incêndio da discoteca, mas não há vestígios de seu filho. Autoridades, associações e particulares se lançaram à busca. "Há várias hipóteses. Pode ser que uma mãe cujo filho tenha morrido no incêndio tenha levado Nico e ficado com ele. Justamente, o objetivo desta campanha é provocar que o entorno dessa pessoa tome consciência e informe sobre o paradeiro do menino", declarou na quarta-feira (19/01) ao El País Susan Murray, da organização Missing Children [Crianças Desaparecidas], um dos organismos que se encarregaram da localização do menino. Em alguns meios de comunicação locais foram mostradas imagens em que aparece uma mulher com um menino que poderia ser o desaparecido. "A família não reconheceu o menino nessas imagens, mas está tudo muito confuso", explicou Murray. Outro elemento que poderia ser esclarecedor no caso é a presença do cadáver de um menino de 7 a 9 anos em um necrotério de Buenos Aires que ninguém reclamou desde que ocorreu o incêndio. Mas a família também não reconheceu o corpo como o de Nico. "O mais provável é que os pais desse menino também tenham morrido no incêndio", opinou a representante da Missing Children, que acrescentou: "O que está acontecendo é terrível, mas pelo menos estamos lidando com a hipótese de que o menino esteja vivo". Segundo relataram algumas testemunhas, quando o incêndio começou a tomar proporções consideráveis e a fumaça a engrossar, muitas mulheres com crianças fugiram para o banheiro feminino, onde a água estava cortada por decisão do proprietário da discoteca. Em conseqüência do fogo dez crianças morreram, entre elas uma bebê de apenas dez meses, cuja mãe também morreu no desastre. Não foi a primeira vez que ocorreu um incêndio na discoteca, e embora pareça surrealista o local tinha dois empregados encarregados de sufocar rapidamente os pequenos focos de incêndio que ocorriam durante os espetáculos devido à utilização de fogos de artifício. Um deles é Juan Carlos Bordón, que recebia 35 pesos [cerca de R$ 32] por noite e sofreu queimaduras diversas vezes tentando apagar os fogos. Mas em seu trabalho também tinha de atender os clientes nos diversos bares do local, o que estava fazendo na noite de 30 de dezembro quando ocorreu a tragédia. Quanto ao avanço das investigações, o proprietário da discoteca, Omar Chabán, foi transferido na quarta-feira para a prisão de segurança máxima de Marcos Paz, na província de Buenos Aires, enquanto seu advogado declarou que estava certo de que o polêmico empresário havia recorrido a subornos para evitar o fechamento do República Cromañón, diante da insegurança de suas instalações. Enquanto isso, continua o fechamento de locais em toda a Argentina, apesar dos protestos de diversos setores produtivos diante dos prejuízos que está provocando o fechamento indefinido de muitos locais públicos. Para esse fim de semana, poderia ser suspensa a ordem de fechamento que afeta algumas discotecas de Buenos Aires. Clarín (04/01/05): La familia de "Nico" espera que un milagro lo devuelva La familia de Alejandro Nicolás Flores, "Nico", el chico de cuatro años que sigue sin aparecer desde el incendio del boliche de Once, espera sólo un milagro. Peregrinó por todos los hospitales sin encontrarlo y apenas renovó sus esperanzas ayer, después de recibir varios llamados de personas que afirmaban haber reconocido al niño en una imagen de Crónica TV en las horas siguientes a la tragedia. En la disco Cromañón murió Romina, la madre de "Nico" Flores. Según Eduardo Alemann, de Red Solidaria, pasado el mediodía y luego de que el canal TN difundiera una foto de Nicolás, cinco personas se comunicaron con la Red para asegurar que el chico de la foto era el mismo que había mostrado Crónica TV. Cuatro de ellos coincidían en que el niño estaba en brazos de una mujer y que gritaba "Soy Nico, me quedé sólo". El quinto llamado citaba a un hombre corpulento, de remera negra, que cargaba al chico.Desde que se enteraron del incendio en la discoteca República Cromañón, la familia Flores vive una pesadilla. "Todo esto es muy shockeante", dijo ayer, conmovida, Stella Maris Flores, abuela de "Nico". Primero debió afrontar la muerte de su hija Romina, de 23 años, mamá de Nicolás, que fue enterrada el domingo en Berazategui. Después empezó la búsqueda desesperada de su nieto. El 30 de diciembre Romina estaba con su hijo en el boliche de Once por casualidad. Había sido invitada por su amiga, Rosa Sandoval, quien trabajaba limpiando los baños del lugar y que también murió junto a su hijo de ocho años en la disco. Según Victor Lemus, padrino de "Nico", Romina y su hijo fueron sacados con vida a través de una ventana por "Chichila", un vecino de la familia Flores que presenciaba el recital de "Callejeros", y que los dejó afuera para ingresar al local a sacar a más personas. En ese interín, Romina fue trasladada al hospital Argerich donde murió minutos después. Y de Nicolás no se sabe nada desde entonces.Mientras tanto, sigue sin ser identificado en la Morgue el cuerpo de un chico de entre cinco y ocho años , que fue visto el domingo por el papá de "Nico", Ricardo Frías, por su padrino y por su abuelo, Roberto Flores. Según Lemus, era un chico más grande que tenía una remera que decía "Soccer". En cambio, ellos buscaban una musculosa azul con la inscripción "California": la que vestía Nicolás la noche de la tragedia. El padre de "Nico", separado de Romina, se enteró el viernes, cuando regresó de su trabajo en La Plata, que su ex mujer y su hijo habían ido a Cromañón y estaban desaparecidos. El domingo, el mismo día en que cumplió 23 años, enterró a su ex esposa y tuvo que ir a la Morgue a certificar que el cuerpo que estaba allí no era el de su hijo. Nicolás cumplió cuatro años el 15 de diciembre. Al igual que su mamá, es fanático de la cumbia. "Es un chico muy alegre, muy vivo, y responde cualquier cosa que le pregunten", contó su padrino. Por cualquier información, comunicarse al 155769-6318 o al 1550139495. .::por Bruno Moreschi::. Bruno Moreschi :: 4:03 PM :: Comment